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Evidências Científicas

Evidências científicas que embasam o uso do Moodr no acompanhamento dos sintomas dos transtornos de humor.

As mudanças nos sintomas dos pacientes com Transtornos de Humor (TH) são acessadas na prática clínica sistemática e longitudinalmente através de questionários e observação clínica. Os aplicativos em celulares (app) são a continuação de uma tradição estabelecida na psiquiatria de automonitoramento (1), sendo uma tendência atual bem aceita pelos pacientes, fácil de acessar e utilizar.

Registros diários em papel, como o da escala LCM-p (prospective NIMH Life Chart Method), são utilizados há muitas décadas, são eficazes e foram validados (2), inclusive no Brasil (3). Também são registros altamente correlacionados e concordantes (4) com escalas tradicionais como a HAM (Hamilton, 1960) e a Young (Young et al., 1978). Entretanto, o auto-registro simplificado longitudinal diário dos sintomas é rápido, válido (5) e melhor do que as escalas (6)  por ser mais preciso na mensuração das instabilidades. As escalas habituais, apesar de serem o padrão atual de seguimento do humor, são aplicadas com semanas de intervalo, sendo transversais por natureza, sem capturar o curso longitudinal dos sintomas entre as mensurações, produzindo uma síntese menos fidedigna da evolução do transtorno. Estão mais sujeitas aos vieses da memória e do humor do dia da aplicação.

Já algumas escalas simplificadas como a LCM-p utilizam apenas 4 níveis de severidade para os sintomas: leve, moderado baixo, moderado alto e severo. Isso exige uma psicoeducação mínima do paciente sobre um preenchimento adequado do instrumento. Com o Moodr instruímos o paciente a registrar o nível mais severo dos sintomas de mania e/ou depressão ocorrido no dia. Uma “recalibragem” pode ser feita a cada consulta de acordo com os acertos e equívocos observáveis no diário. A LCM-p comprovou seu maior valor ao oportunizar ao clínico e seu paciente a visualização gráfica imediata e muito precisa do curso dos sintomas (2) do humor por períodos maiores de tempo.

Registros eletrônicos possuem evidência de serem melhores do que aqueles feitos em papel. A adesão (7) ao registro do humor na LCM-p em uma versão eletrônica foi o dobro quando comparada ao mesmo instrumento em papel. O uso de apps em celulares para o registro diário de sintomas de humor reduziu o risco do viés de memória (4). O fato de o paciente clicar em um escore simplificado que corresponda ao seu humor naquele dia favorece o preenchimento (7)  e é confiável. Aplicativos em celulares preenchidos diariamente capturaram adequadamente os sintomas dos TH (8).

foram estudadas versões simplificadas (6) para 3 níveis de humor ao invés dos 4 da escala LCM-p. Os resultados, utilizando exatamente os mesmos princípios do Moodr (sintomas podendo ser “leves”, “moderados” ou “severos”), foram satisfatórios na correlação com as escalas usuais (HAM e Young). Além disso, houve correlação de moderada a grande (6) entre os escores dos sintomas de humor comparados entre pacientes e clínicos. A forma de registro dos sintomas em 3 níveis de gravidade do Moodr já foi testada e aprovada na literatura.

O uso de registros do humor esteve associado a um aumento de períodos eutímicos e uma diminuição de dias em depressão, mania e hipomania (4). A utilização de acompanhamentos sistemáticos diários em papel melhorou o tratamento dos TH. Aplicativos para celulares tem princípios técnicos idênticos aos registros diários bem sucedidos em papel. Entretanto, apresentam alguns resultados melhores na comparação e vantagens evidentes na praticidade de uso e disponibilidade que proporcionam, com potencial para influenciar positivamente os desfechos dos TH.

Bibliografia:

Aplicação dos critérios da associação americana (APA) de psiquiatria para avaliação do Moodr

Etapa 1: Acesso e Histórico

O aplicativo identifica a propriedade?
O aplicativo identifica fontes de financiamento e conflitos de interesse?
O aplicativo vem de uma fonte confiável?
Afirma ser médico?
Existem custos adicionais ou ocultos?
O aplicativo funciona off-line?
O aplicativo funciona em sistemas mobile iPhone/Android?
O aplicativo funciona em sistemas Desktop?
O aplicativo funciona com recursos de acessibilidade do iPhone/Android?
É acessível para pessoas com deficiência visual ou outras deficiências?
O aplicativo foi atualizado nos últimos 180 dias?

Etapa 2: Privacidade e Segurança

Existe uma política de privacidade transparente, clara e acessível antes do uso?
O aplicativo declara o uso e a finalidade dos dados?
O aplicativo descreve o uso de PHI? Desidentificado vs. anônimo?
Você pode cancelar a coleta de dados ou excluir dados?
Os dados são mantidos no dispositivo ou na web? - Somente da web!
O aplicativo explica os sistemas de segurança usados?
O aplicativo coleta, usa e/ou transmite dados confidenciais? Se sim, afirma fazê-lo com segurança?
Com quais terceiros o aplicativo compartilha dados? - Ninguém!
Se apropriado, o aplicativo está equipado para responder a possíveis danos ou preocupações de segurança?

Etapa 3: Base Clínica

O aplicativo parece fazer o que afirma fazer?
O conteúdo do aplicativo está correto, bem escrito e relevante?
Quais são as fontes ou referências relevantes que apoiam os casos de uso do aplicativo?
Há evidências de benefícios específicos provenientes de instituições acadêmicas, publicações, feedback de usuários finais ou estudos de pesquisa?
Há evidências de eficácia/efetividade?
Houve uma tentativa de validar a usabilidade e viabilidade do aplicativo?
O aplicativo tem uma base clínica/de recuperação relevante para o uso pretendido?

Etapa 4: Usabilidade

Quais são os principais estilos de engajamento do aplicativo?
O aplicativo e seus recursos estão alinhados com suas necessidades e prioridades?
É personalizável?
O aplicativo define claramente o escopo funcional?
O aplicativo parece fácil de usar?

Etapa 5: Integração de Dados para Objetivo Terapêutico

Você possui seus dados?
Os dados podem ser facilmente compartilhados e interpretados de maneira consistente com a finalidade declarada do aplicativo?
O aplicativo pode compartilhar dados com EMR e outras ferramentas de dados (apple Healthkit, FitBit)?
O aplicativo é para uso individual ou em colaboração com um fornecedor? - Individual!
O aplicativo leva a alguma mudança positiva de comportamento ou aquisição de habilidades?
O aplicativo melhora a aliança terapêutica entre paciente e profissional de saúde?
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